Elas precisam de regras

Eleições regionais, Fernanda Gentil (e parabéns), algumas confederações e dirigentes nos tabloides, Correios deixa patrocínios e, viva, ganhamos (Brasil) mais duas vagas na Libertadores! É, foi tanta novidade que ainda não tivemos tempo de digerir todas. Mas o “tal”do assunto da Libertadores!

Muita gente ainda debatendo se é certo ou não que estas 2 novas vagas sejam adicionadas ao Brasileirão masculino ou alguma delas à Copa do Brasil masculina.

Parece estranho quando a gente associa e enfatiza a categoria “masculina” junto ao nome do evento, não é? Foi intencional! É que em meio a tudo isso parece ter passado “batido” ou teve pouca repercussão o fato do novo estatuto da Conmebol ainda obrigar os participantes da Copa Sulamericana e da Libertadores a de ter uma equipe de futebol feminino. as equipes terão 2 anos para se adaptar. Logo a regra passa a valer em 2019.

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Segundo matéria do GE notícias, o regulamento diz que: “O solicitante (à licença) deverá ter uma primeira equipe feminina ou associar-se a um clube que possua o mesmo. Também deverá ter pelo menos uma categoria juvenil feminina ou associar-se a um clube que possua. O solicitante deverá ainda prover de suporte técnico e todo o equipamento e infraestrutura (campo de jogo para a disputa de jogos e treinos) necessária para o desenvolvimento de ambas as equipes em condições adequadas. Além disso, ambos os times deverão participar de competições nacionais e regionais autorizadas pela respectiva associação membro (a CBF, no caso).”
Com a evolução da sociedade e a presença (fundamental) das mulheres no mercado de trabalho, esta mudança é de grande importância para o esporte. Especialmente para esta modalidade, ainda marcada por poucas renovações, poucas mudanças e um histórico machista. Quem não se lembra de como eram tratadas as meninas que queriam jogar futebol? Com certeza o esporte ganha com isso, inclusive o feminino.

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A questão é que o cenário da gestão esportiva no país não vai de vento e poupa. E dada o histórico da modalidade ficam algumas dúvidas:

1- Prover de suporte técnico e todo o equipamento e infraestrutura não garante que estas novas equipes femininas serão profissionalizadas (com contrato, salário justo, etc). Sendo assim, qual o risco de continuamos vendo atletas de seleção jogando “por amor”, apenas?

2- Considerando que algumas instituições irão profissionalizar realmente estas atletas, de onde viria a verba para estes salários? De uma reestruturação do orçamento da modalidade? Ou será criado um departamento distinto com um orçamento específico (e neste caso, provavelmente desigual)?

3- Estarão todas empresas (clubes) prontas para a mudança em até dois anos?

4- Qual a possibilidade de equipes classificadas para a Libertadores fecharem convênios de última hora com equipes “independentes” apenas para garantirem suas participações na categoria masculina?

Claro que não se trata de se opor às mudanças! Ao contrário! É óbvio que este novo regulamento já é um grande avanço! Mas diante desta realidade faz-se interessante o que a CBF se posicione estabelecendo regras capazes de garantir que estas mudanças aconteçam de maneira coerente, justa e sustentável! A mídia também pode ajudar neste processo, divulgando e transmitindo também estes eventos.

Assim como na sociedade, ainda temos muito a evoluir no esporte até que as mulheres tenham acesso às mesmas oportunidades que os homens!

 

Por Matheus Gomes

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  “O ESPORTE CONSTRÓI MARCAS!”

Confira o que inspirou este post: Clubes precisarão manter equipes femininas para jogar Libertadores

Imagem Capa – Fonte: Divulgação globoesporte.com (Adaptada)
Imagem 2 – Fonte: Divulgação icfut.wordpress.com
Imagem 3 – Fonte: Divulgação – daarquibancada.wordpress.com
Imagem 4 – Fonte: Propriedade BPM Marketing Esportivo

 

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