Assim como o Brasil, as Arenas pararam

Nas últimas semanas, uma série de reportagens tem surgido a respeito do estado de conservação e da gestão (má ou falta de) das arenas e dos parques olímpicos do Rio de Janeiro. Então ontem um conhecido me questionou se o projeto para a utilização da estrutura dos Jogos Rio 2016 era ruim.

Respondi que o projeto e o planejamento foram muito bem feitos. Foi tudo muito bem desenhado no papel. O conceito da sustentabilidade esteve presente e o custo de nossas arenas esteve bem abaixo das últimas edições dos Jogos Olímpicos de Verão. E isso explorando bem os conceitos de arenas multiuso e até reutilizáveis. Afinal muitas estão previstas para se transformar em escolas, centros esportivos aos parques para utilização pública. Gerando benefícios diversos para a população local. Não foi atoa que profissionais de diversas cidades e países vieram conferir de perto e aprenderem sobre o projeto e todos estes conceitos. Incluindo membros do Comitê Tóquio 2020. Algumas destas ideias e propostas ainda não haviam sido exploradas tão a fundo mesmo nos Jogos de Londres 2012. Então qual seria o problema?

A grande questão é a execução deste projeto de transformação da estrutura no Legado planejado! A crise financeira e a crise política pelas quais o Brasil tem passado nos últimos dois anos acabaram se tornando grandes barreiras para o sucesso desta fase. O Estado e o município entraram em recessão. Falta verba para a gestão, para a manutenção e as empresas privadas também não apresentam condições (ou interesse) de assumirem alguns destes espaços.

Mesmo assim, é importante ressaltar que este cenário apresenta dificuldades, mas também inúmeras oportunidades! Como bem disse o Victor Abdallah Neto ao comentar a respeito do tema em um post no Linkedin, “quando estas arenas estiverem operacionais novamente haverá uma grande demanda por profissionais capacitados para gerarem e gerenciarem projetos e eventos esportivos.” E talvez já não se precise buscar estes no exterior. Afinal, o aumento dos cursos de qualificação, da troca de informações e da realização de eventos esportivos na última década vem auxiliando na formação de profissionais com este perfil. Alguns já mais experientes, atuam desde os Jogos Panamericanos do Rio 2007. Outros, mais novos, chegam cheios de energia, buscando se atualizar e contribuir com novas ideias.

Ao meu ver, a falta de verba para dar sequência nesta fase pode se tornar uma grande oportunidade de PPPs (as Parcerias Público Privadas). Um conceito que não seria novo, mas que pode ajudar a amenizar ou até a resolver a situação atual. Talvez, o que seja necessário, seria a atualização do modelo atual. Buscando, assim, mais atrativos para que o setor privado se sinta motivado e “confortável” em investir no esporte, lazer e na educação.

E VOCÊ? Que tipo de sugestão daria para impulsionar a execução e a gestão sustentável do nosso Legado Olímpico?

Por Matheus Gomes

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“O ESPORTE CONSTRÓI MARCAS!”

Confira na íntegra as matérias que inspiraram este post:
Artigo 1: Folha de São Paulo

Imagem Capa – Reprodução internet  (adaptada)
Imagem 2: diariohoy.com.pe
Imagem 3: Divulgação – marciosilveira.com.br
Imagem 4: Propriedade BPM Marketing Esportivo

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